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Mão aberta recebe água da chuva
  • By rfsengenharia_acesso
  • 11 de março de 2025
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O impacto da água para deterioração do solo

Independentemente do relevo do terreno, todos os solos estão naturalmente sujeitos à erosão. Na agricultura, a erosão do solo refere-se ao afinamento da camada arável de um campo sob a ação das forças erosivas naturais da água e do vento, ou devido às atividades agrícolas, como o revolvimento do solo.

Seja qual for a causa da erosão – água, vento ou revolvimento do solo –, em todos os casos, o solo se desprende, se desloca e depois se deposita. A camada arável, que é fértil, viva e rica em matéria orgânica, é transportada para outro local no terreno – onde se acumula ao longo do tempo – ou para fora do terreno, indo para os sistemas de drenagem. A erosão do solo reduz a produtividade da terra e contribui para a poluição dos cursos d’água, das áreas úmidas e dos lagos adjacentes.

Esse fenômeno pode ser lento e relativamente imperceptível. No entanto, também pode ocorrer em um ritmo alarmante, causando grandes perdas de solo fértil. A compactação do solo, a redução do teor de matéria orgânica, a degradação da estrutura do solo, a drenagem inadequada, os problemas de salinização e acidificação do solo são outras causas de deterioração que aceleram a erosão.

Neste artigo, a RFS Engenharia aborda como a erosão a partir da água pode interferir na qualidade do solo.

Erosão hídrica

Dado o impacto significativo do problema e a gravidade de suas consequências no campo e fora dele, a erosão hídrica é uma das principais preocupações nos esforços de conservação do solo.

A velocidade e a magnitude da erosão causada pela água dependem dos seguintes fatores:

Intensidade das precipitações e volumes de escoamento

Quanto maior a intensidade e a duração de uma tempestade, maior o risco de erosão. O impacto das gotas de chuva na superfície do solo pode quebrar os agregados e dispersar partículas. As partículas mais leves, como areia fina, silte, argila e matéria orgânica, são facilmente transportadas pela água. Já para mover partículas mais grosseiras, como areia grossa e cascalho, é necessária uma energia maior.

O desprendimento do solo causado pela chuva (os respingos de água) costuma ser mais intenso e visível quando o solo está exposto a tempestades curtas e intensas. Embora chuvas prolongadas e menos intensas possam parecer menos agressivas, elas ainda podem causar perdas consideráveis de solo, especialmente se ocorrerem repetidamente ou em períodos de baixa cobertura vegetal.

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Erodibilidade do solo

A erodibilidade do solo é uma estimativa de sua vulnerabilidade à erosão, baseada em suas características físicas. Ela é influenciada principalmente pela textura do solo, mas também pela sua estrutura, teor de matéria orgânica e permeabilidade. Em geral, solos com maior resistência à erosão permitem infiltração rápida da água, são ricos em matéria orgânica e possuem boa estrutura. Areias, franco-arenosos e solos franco-argilosos tendem a ser menos vulneráveis à erosão do que siltes, areias muito finas e alguns solos argilosos.

Práticas agrícolas que reduzem a matéria orgânica do solo, comprometem sua estrutura ou causam compactação aumentam a erodibilidade. Por exemplo, camadas compactadas abaixo da superfície dificultam a infiltração da água e favorecem o escoamento. A formação de crostas superficiais também reduz a infiltração da água. Embora a crosta possa diminuir a erosão causada pelo impacto da chuva, ela aumenta o volume do escoamento, agravando outros problemas erosivos.

A erosão prévia também afeta a erodibilidade. As camadas inferiores do solo expostas após a remoção da camada arável costumam ser mais vulneráveis à erosão devido à sua menor estrutura e ao baixo teor de matéria orgânica. Além disso, elas são menos férteis, prejudicando o rendimento das culturas. Isso pode levar a uma cobertura vegetal menos densa, reduzindo a proteção natural do solo.

ATENDIMENTO – RFS ENGENHARIA 

Inclinação e comprimento da encosta

Quanto mais íngreme e longa for a encosta de um campo, maior será o risco de erosão. A erosão hídrica também aumenta com o comprimento da encosta, pois há um acúmulo maior de água de escoamento e mais energia para transportar sedimentos. A fusão de pequenos campos para criar áreas maiores pode resultar em encostas mais longas, aumentando a velocidade do fluxo de água e os riscos de erosão.

Sistemas de manejo agrícola que utilizam curvas de nível e faixas de vegetação ajudam a reduzir a erosão ao interromper longas encostas e desacelerar o escoamento.

Culturas e vegetação

O risco de erosão aumenta quando o solo não está suficientemente protegido por vegetação ou resíduos de culturas. A vegetação e os resíduos ajudam a reduzir o impacto das gotas de chuva, diminuindo a velocidade do escoamento e permitindo maior infiltração da água no solo.

A eficácia da vegetação e dos resíduos depende do tipo, da cobertura e da densidade do solo protegido. A melhor estratégia para combater a erosão é combinar cobertura vegetal densa com resíduos de culturas (como florestas e pastagens permanentes), que interceptam as gotas de chuva e minimizam o impacto na superfície do solo. Raízes antigas e resíduos parcialmente incorporados também são importantes, pois ajudam na infiltração da água.

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