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Solo rachado
  • By rfsengenharia_acesso
  • 11 de março de 2025
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Como realizar a recuperação de áreas degradadas

Uma das mais importantes técnicas para a construção em regiões de relevo acidentado e para prevenir acidentes e desmoronamentos é a recuperação de áreas degradadas. Existem diferentes métodos para fazer reparos no solo a depender do objetivo do procedimento e da região. Neste artigo, a RFS Engenharia apresenta alguns desses métodos.

Restaurar as funções do terreno impactado é a função das técnicas de recuperação de solo. Com isso é possível restabelecer os processos naturais, permitindo a regeneração da vegetação da forma mais próxima o possível à condição anterior aos elementos que causaram a degradação em questão.

As técnicas de recuperação buscam proporcionar ao terreno as condições corretas para que a trajetória natural seja retomada dentro do ecossistema ao qual pertence. Neste sentido, a restauração completa da condição original raramente é alcançada, sendo mais comum a recuperação da capacidade produtiva do solo, prejudicada pela eliminação dos meios naturais de regeneração biótica devido ao distúrbio sofrido.

Fatores como a exploração minerária, o uso intensivo do solo para atividades de agropecuária, incêndios de grandes proporções e em grande recorrência e a remoção da cobertura vegetal resultando em baixa diversidade de espécies, alteração na estrutura do solo e comprometimento da sua regeneração natural estão entre os principais pontos de degradação do solo

Para mitigar os impactos ambientais decorrentes dessas atividades, os órgãos ambientais utilizam o PRAD (Plano de Recuperação de Áreas Degradadas). Esse plano estabelece programas e ações voltados à minimização dos impactos causados por determinada atividade ou empreendimento. Seus principais objetivos incluem a definição de diretrizes e o desenvolvimento de medidas de controle para conter os processos erosivos e promover a recuperação da área afetada.

O primeiro passo para a recuperação da área degradada é sua delimitação, frequentemente realizada com o uso de cercas. Essa medida impede a entrada de animais herbívoros domésticos, como vacas, que poderiam consumir as mudas recém-plantadas. Além disso, evita impactos ambientais significativos, como a compactação do solo provocada pelo pisoteamento do gado, que dificulta a regeneração natural do terreno.

Após a análise das condições do solo, são implementadas técnicas para prevenção da erosão. Entre elas, destacam-se o plantio em curvas de nível, a escavação de canais escoadouros e o terraceamento do local. Essas intervenções auxiliam na estabilização do solo e na contenção dos processos erosivos.

A análise do solo também permite identificar a necessidade de correção de nutrientes e do pH, além de avaliar a presença de matéria orgânica, essencial para a retomada da fertilidade do solo. Outra técnica eficaz para a recuperação da biodiversidade é o uso de bancos de sementes, que proporcionam variabilidade genética e a escolha adequada de espécies pertencentes ao bioma degradado.

Dentre as estratégias amplamente difundidas na recuperação de áreas degradadas, destaca-se a contenção de encostas. Essa técnica visa minimizar o efeito splash e, consequentemente, reduzir os diferentes níveis de erosão e deslizamento do solo.

Os processos erosivos ocorrem em diferentes fases, como a erosão laminar, a formação de sulcos e a criação de voçorocas. Embora sejam provocados por fatores naturais, como ventos e chuvas, sua intensificação geralmente está associada a ações humanas, como abertura de vias, extração mineral e remoção da vegetação.

Outro método frequentemente empregado na recuperação de áreas degradadas é a hidrossemeadura. Essa técnica é utilizada para revegetação e consiste na aplicação de sementes de gramíneas e leguminosas agressivas, promovendo um crescimento rápido da vegetação. 

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A degradação dos solos

Muitos confundem erosão e degradação dos solos. Para alguns, a erosão é a principal causa dessa degradação. Para outros, é nos solos degradados que se instalam os fenômenos visíveis da erosão.

A degradação dos solos é a perda das qualidades essenciais dos solos para cumprir suas funções naturais de armazenamento de água e nutrientes, de meio de sustentação das raízes e plantas, de reservatório de biodiversidade, de filtração de poluentes e de sequestro de carbono.

A degradação dos solos pode ter diversas origens: salinização e carbonatação, encharcamento, compactação por pisoteio ou motorização, lixiviação de coloides ou elementos solúveis nas águas de drenagem, mineralização de matérias orgânicas (MO) e a erosão seletiva de partículas finas. Em zona mediterrânea semiárida, enquanto a erosão compreende três fases (arrancamento, transporte e sedimentação), a degradação das terras diz respeito apenas à desestabilização da estrutura e da macroporosidade do solo, no local.

A degradação do solo no contexto que nos interessa aqui provém essencialmente de três processos:

A mineralização das matérias orgânicas do solo, tanto mais ativa quanto mais quente e úmido for o clima;

A exportação mineral pelas culturas que vai provocar a baixa das atividades da microfauna e da fauna, responsáveis pela macroporosidade do solo e pela difusão do ar e da água no solo;

O enriquecimento em areias e cascalhos dos horizontes de superfície por erosão seletiva das partículas finas, das matérias orgânicas e dos nutrientes, devido ao impacto das chuvas. As gotas de chuva compactam o solo, quebram os agregados, arrancam partículas que vão formar em volta películas de impacto e crostas de sedimentação favoráveis ao escoamento superficial.

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